Marielle foi assassinada covardemente.Um vida em prol dos Direitos Humanos. Nascida e criada na Favela da Maré, Marielle Franco teve uma vida de luta em busca de justiça e segurança para os menos favorecidos da sociedade. Formada em Sociologia pela USP,  lutava constantemente contra o abuso do Estado praticado por Policiais Militares e/ou Milicianos. Tentaram acabar com a luta de uma das vereadoras mais votadas do Rio de Janeiro, mas não conseguiram. Hoje o nome Marielle Franco é conhecido mundialmente e sua luta replicada por cada um que respeita e homenageia a sua luta.
A vereadora chegou à Casa das Pretas, na rua dos Inválidos para mediar um debate com jovens negras, por volta das dezenove horas. Segundo imagens obtidas pela polícia, um Cobalt com placa de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, estava parado próximo ao local. Por volta das vinte e uma horas, Marielle deixou a Casa das Pretas com uma assessora e um motorista, sendo logo seguida por um Cobalt. Por volta das vinte e uma horas e trinta minutos, na Rua Joaquim Paralhes, no Estácio, um veículo emparelha com o carro de Marielle e faz treze disparos. Nove acertaram a lataria e quatro acertam o vidro. A vereadora foi atingida por três tiros na cabeça e um no pescoço e Anderson, o motorista, levou ao menos três tiros nas costas, causando a morte de ambos. A assessora foi atingida por estilhaços, levada a um hospital e liberada.
A polícia declarou acreditar que o carro dela foi perseguido por cerca de quatro quilômetros. Os executores fugiram do local sem levar quaisquer bens.   As câmeras de trânsito das ruas que envolviam o trajeto pelo o qual ela ia passar foram desligadas. E as cápsulas da arma 9mm encontradas no assassinato apontam um armamento militar. Marielle lutava contra o abuso policial e contra as milícias do Rio e já tinha sido ameaçada diversas vezes.
No outro dia milhares de pessoas se uniram para velar em um ato político em frente a Alerj e prestar suas homenagens a uma das maiores mulheres que o Rio de Janeiro já conheceu. Mulheres guiaram o ato e aquele dia o mundo ficou conhecendo quem foi Marielle Franco. O ensaio traz um pouco dessa vivência que eu, que estava de passagem no Rio quando tudo isso aconteceu, encontrei. Da revolta, da tragédia e, mais que tudo, da quebra das ordens e do cotidiano quando derrubam uma rainha. A voz de Marielle hoje ecoa em milhares de corações e apesar de tudo, a injustiça ainda tenta reinar nessa situação. Até hoje o caso não foi solucionado. A pergunta que finaliza o ensaio é a que ativistas, familiares, amigos, eleitores, enfim, grande parte da população repete: quem matou Marielle Franco?
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